Uploaded on Mar 12, 2020
Artigo Analisador de Vibrações – modo de funcionamento Neste artigo faz-se uma introdução à análise digital de sinal utilizada pelos analisadores de vibrações e contem o essencial que se deve saber para os utilizar. É constituído pelas seguintes partes: 1.Compreender a relação entre tempo e frequência num analisador de vibrações 2.Amostragem e digitalização num analisador de vibrações 3.O que é o Aliasing num analisador de vibrações 4.A implementação do zoom num analisador de vibrações 5.A implementação de janelas na forma de onda (windows) num analisador de vibrações 6.As médias num analisador de vibrações 7.Largura de banda em tempo real nos analisadores de vibrações 8.Processamento em sobreposição (“overlap”) 9.Análise e seguimento de ordens 10.Análise do envelope 11.Funções de dois canais
Analisador de vibrações 5
Analisador de Vibrações – modo de
funcionamento V
7 - Largura de banda em tempo real nos
analisadores de vibrações
8 - Processamento em sobreposição (“overlap”)
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Conteúdo do curso
1. Compreender a relação entre tempo e frequência num analisador de vibrações
2. Amostragem e digitalização num analisador de vibrações
3. O que é o Aliasing num analisador de vibrações
4. A implementação do zoom num analisador de vibrações
5. A implementação de janelas na forma de onda (windows) num analisador de vibrações
6. As médias num analisador de vibrações
7. Largura de banda em tempo real nos analisadores de vibrações
8. Processamento em sobreposição (“overlap”)
9. Seguimento de ordens
10. Análise do envelope
11. Funções de dois canais
Tecnologias preditivas
Vibrações
Medição de
tensão em v
eios Emissão acústica
Análise de
motores
elétricos Termografia
Ultrassons
Conteúdo desta apresentação
7) Largura de banda em tempo real nos analisadores de
vibrações
8) Processamento em sobreposição (“overlap”)
Tecnologias corretivas
Equilibragem n
o local Alinhamento de veios
Proteção d
e rolament
os Calibração de
cadeias de m
onitorização d
e vibrações
Um espetro a cada nova amostra
• Até agora tem-se ignorado o facto de que vai
demorar algum tempo para o analisador de
vibrações calcular o espetro FFT, a partir de um
bloco de tempo.
• Na verdade, caso se pudesse calcular o espetro FFT,
em menos tempo do que o período de amostragem
de um bloco, poderíamos continuar a ignorar este
tempo de cálculo.
• A Figura mostra que, nesta condição, se poderia
obter um novo espectro de frequência com cada
amostra.
• Como se viu na seção sobre o aliasing, isto poderia
resultar em muito mais espectros, a cada segundo,
do que se poderia compreender.
Operação em tempo real, em que o tempo de cálculo do
espetro é igual ou menor, que o tempo de aquisição de um
bloco de tempo
• Uma alternativa razoável é adicionar
uma memória de bloco de tempo ao
diagrama de blocos do analisador.
• Na Figura podemos ver que isso permite
calcular o espectro de frequência do
bloco de tempo anterior, ao adquirir o
bloco de tempo atual.
• Se pudermos calcular a transformada
FFT antes que a memória do bloco de
tempo esteja cheia, então diz-se que se
está a operar em tempo real.
Operação em tempo não real, em que o tempo de cálculo do
espetro é maior que o tempo de aquisição de um bloco de
forma de onda
• Para ver o que isto significa, olha-se para o
caso em que a computação FFT leva mais
tempo do que o tempo para preencher a
memória do bloco de tempo.
• Esta situação é ilustrado na Figura.
• Embora a memória esteja cheia, não se
terminou a última transformada de FFT,
então tem-se que parar de amostrar dados.
• Quando a transformação estiver concluída,
pode-se transferir o bloco de tempo para o
FFT e começar a adquirir outro bloco de
tempo.
• Isso significa que se perdem algumas
amostras de entrada e por isso diz-se que
não se está operar em real.
Largura de banda em tempo real
• Recorde-se que a duração do bloco de tempo não é constante, mas
deliberadamente variada para alterar a gama de frequência do espetro que
se pretende ver no analisador de vibrações.
• Para gamas de frequência maiores a duração do bloco de tempo é menor.
• Portanto, à medida que aumentamos a gama de frequência do analisador,
eventualmente alcançamos uma situação em que a duração do bloco de
tempo é igual ao tempo de cálculo do FFT.
• Este valor de frequência é designada de largura de banda em tempo real.
• Para gamas de frequência dentro e abaixo da largura de banda em tempo
real, o analisador não perde nenhuma amostra da forma de onda.
Relevância da largura de banda em tempo real
1. Observar a variação de velocidade
numa máquina
2. Média RMS
3. Eventos de vibrações transitórias
Relevância da largura de banda em tempo real - observar a
variação de velocidade numa máquina
• Caso se esteja a medir o espectro ou a resposta de frequência de uma
máquina que está a variar de velocidade, é necessário observar a mudança
de espectro, no que pode ser chamado de tempo real psicológico.
• Um novo espectro a cada poucos décimos de segundo é suficientemente
rápido para permitir que um técnico observe variações no que ele
consideraria ser em tempo real.
• No entanto, se o tempo de variação de velocidade da máquina for longo, a
velocidade do analisador é irrelevante.
• Tem-se que esperar que a máquina responda às mudanças, antes que o
espectro seja válido, não importa quantos espectros se gerem nesse
tempo.
Relevância da largura de banda em tempo real - Média RMS
• Pode-se estar interessado em achar a média de um sinal,
que está sempre a variar.
• Não há nenhuma exigência na execução da média de que os
blocos de tempo adquiridos devam ser consecutivos, sem
lacunas.
• Portanto, uma reduzida largura de banda, em tempo real,
não afetará a precisão dos resultados.
• No entanto, a largura de banda em tempo real, afetará a
velocidade com que uma medição média rms, pode ser feita.
• A Figura mostra que, para uma frequência sinusoidal acima
da largura de banda em tempo real, o tempo para completar
a média de N blocos, depende apenas do tempo para Tempo total de execução
calcular as N transformadas FFT.
• Em vez de reduzir continuamente o tempo para calcular a de N médias RMS
média rms, à medida que aumentamos a gama de
frequência, chegamos a um tempo fixo para calcular as N
médias.
Relevância da largura de banda em tempo real - Eventos de
vibrações transitórias
• Se todo o transitório se encaixar dentro da duração
do bloco de bloco de tempo, o tempo de computação
FFT é de pouco interesse.
• O analisador pode ser acionado pelo transitório e
pelo evento armazenado na memória do bloco de
tempo.
• O tempo para calcular o espectro não é importante.
• No entanto, se um evento transitório contém energia
de alta frequência e dura mais do que o bloco de
tempo necessário para medir a energia de alta
frequência, então a velocidade de processamento do
analisador é crítica.
• Como se mostra na Figura b), alguns dos transitórios
não serão analisados se o tempo de cálculo exceder
o tempo do bloco de tempo.
Relevância da largura de banda em tempo real – arranque de
uma máquina
• No caso dos transientes mais longos do que o
bloco de tempo, também é imperativo que haja
alguma maneira de registrar rapidamente o
espectro.
• Caso contrário, as informações serão perdidas
à medida que o analisador atualizar o ecrã com
o espectro do bloco de tempo mais recente.
• Nestas condições, é necessário uma
apresentação gráfica que possa mostrar mais
de um espectro (gráfico em Cascada), como se
pode ver na Figura e uma boa memória.
• O analisador de vibrações deve ser capaz de
gravar um espectro de cada bloco de tempo ou
a informação será perdida.
Processamento em sobreposição (“overlap”)
• Para entender o processamento de sobreposição,
vamos olhar para a).
• Vê-se uma análise de baixa frequência em que a
recolha de um bloco de tempo leva muito mais tempo
do que o tempo de cálculo do FFT.
• O processador do FFT está à espera a maior parte do
tempo.
• Se em vez de se esperar por um bloco de tempo
totalmente novo, se sobrepuser o novo bloco de tempo
com alguns dos dados antigos, ter-se-á um novo
espectro tão frequentemente quanto se calcula o FFT.
• Este processamento de sobreposição é ilustrado na
Figura b).
• Para se entender os benefícios do processamento de
sobreposição, vão se ver os mesmos casos que se
usaram atrás.
Processamento em sobreposição - Observar uma
variação de velocidade numa máquina
• Viu-se anteriormente, que se precisa de um novo espectro a cada poucos décimos
de segundo ao observar uma máquina, em variação de velocidade.
• Sem processamento de sobreposição, isso limita a resolução a alguns Hz.
Efetivamente quando se vai para resoluções maiores os analisadores de vibrações
ficam muito lentos, por causa da longa duração da aquisição de um bloco de
tempo.
• Com o processamento de sobreposição a resolução é ilimitada.
• No entanto isto tem limitações. Como o bloco de tempo sobreposto contém dados
antigos da velocidade anterior, ele não está completamente correto. Ele indica a
direção e a quantidade de mudança, mas deve-se esperar um bloco em tempo
integral após a mudança para que o novo espectro seja exibido com precisão.
• No entanto, ao indicar a direção e a magnitude das mudanças a cada poucos
décimos de segundo, o processamento de sobreposição ajuda na visualização dos
espetros de máquinas em variação de velocidade.
Aumento de velocidade da média RMS com processamento de
sobreposição
• O processamento de sobreposição pode dar
reduções drásticas no tempo para calcular as
médias rms com uma determinada variação.
• Lembre-se que as funções da janela reduzem os
efeitos do fugas, ponderando as extremidades do
bloco de tempo a zero.
• A sobreposição elimina a maior parte ou todo o
tempo que seria desperdiçado tomando esses
dados.
• Como alguns dados sobrepostos são usados duas
vezes, devem ser tomadas mais médias para obter
uma determinada variação do que no caso não-
sobreposto.
• A Figura mostra as melhorias que podem ser
esperadas pela sobreposição.
Processamento em sobreposição - Eventos Transitórios
• Para transientes mais curtos do que a duração do bloco de tempo, o
processamento de sobreposição é inútil.
• Para transientes mais longos do que a duração do bloco de tempo a largura
de banda em tempo real do analisador é geralmente uma limitação.
• Se não for, o processamento de sobreposição permite que mais espectros
sejam gerados a partir do transitório, geralmente melhorando a resolução
dos gráficos resultantes.
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Pode ver um artigo sobre este tema neste link
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OBRIGADO
Esperamos que esta apresentação
tenho sido interessante
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